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Língua Portuguesa em concurso público: 10 questões comentadas da banca Cebraspe

Questões recentes sobre emprego de tempos e modos verbais no Português

Por

Rebeca Kemilly
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Imagem - Língua Portuguesa em concurso público: 10 questões comentadas da banca Cebraspe

A Língua Portuguesa é uma das disciplinas mais cobradas e decisivas nos concursos públicos, especialmente nos certames organizados pela banca Cebraspe, conhecida por exigir interpretação apurada e domínio das normas da língua.

Pensando nisso, o Direção Concursos reuniu 10 questões comentadas de Língua Portuguesa do Cebraspe, sobre o emprego de tempos e modos verbais.

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1 – CEBRASPE – TRF 6ª REGIÃO – 2025

Texto associado

De acordo com o Plano das Nações Unidas sobre Discursos de Ódio, a prática do discurso de ódio se caracteriza como um tipo de comunicação falada, escrita ou comportamental que ataca ou utiliza linguagem pejorativa ou discriminatória em referência a uma pessoa ou grupo, com base em fatores de identidade, como religião, etnia, gênero, entre outros. Diferentemente da desinformação (prática não intencional de compartilhamento de informações imprecisas), ou da distribuição intencional de informações falsas com o intuito de provocar dano, o discurso de ódio se expressa de forma violenta contra grupos delimitados.

O discurso de ódio online pode ser reproduzido em diferentes formatos, mas geralmente contém características típicas do meio digital, como o anonimato do(a) autor(a), o alcance expandido do ataque, a instantaneidade da mensagem e a formação de comunidades em torno do discurso.

Fonte: Eduardo Georjão Fernandes e Valentina Fonseca da Luz.
O papel das políticas públicas no combate ao discurso de ódio na Internet.
Internet:<agenciagov.ebc.com.br> (com adaptações).

Considerando aspectos linguísticos do texto precedente e as ideias nele veiculadas, julgue o item que se segue.

O emprego do presente do indicativo ao longo do texto indica a intenção dos autores de descrever eventos que ocorriam no momento da produção do texto.

(   ) CERTO  

(   ) ERRADO

Comentário:

O uso do presente do indicativo no texto tem a função de expressar verdades gerais e definições atemporais sobre o discurso de ódio, e não de relatar acontecimentos pontuais ou eventos ocorrendo no momento da produção. Essa forma verbal é comumente empregada para caracterizar fenômenos, apresentar definições e descrever fatos que são considerados válidos independentemente do tempo em que o texto é produzido, não implicando necessariamente que os eventos estejam se desenrolando no instante da escrita.

Gabarito: Errado.

2 – CEBRASPE – TRF 6ª REGIÃO – 2025

Texto associado

Recordou-se do que lhe sucedera anos atrás, antes da seca, longe. Num dia de apuro recorrera ao porco magro que não queria engordar no chiqueiro e estava reservado às despesas do Natal: matara-o antes do tempo e fora vendê-lo na cidade. Mas o cobrador da prefeitura chegara com o recibo e atrapalhara-o. Fabiano fingira-se desentendido: não compreendia nada, era bruto. Como o outro lhe explicasse que, para vender o porco, devia pagar imposto, tentara convencê-lo de que ali não havia porco, havia quartos de porco, pedaços de carne. O agente se aborrecera, insultara-o, e Fabiano se encolhera. Bem, bem, Deus o livrasse de história com o governo. Julgava que podia dispor de seus troços. Não entendia de imposto. — Um bruto, está percebendo? Supunha que o cevado era dele. Agora se a prefeitura tinha uma parte, estava acabado. Pois ia voltar para casa e comer a carne. Podia comer a carne? Podia ou não podia? O funcionário batera o pé agastado e Fabiano se desculpara, o chapéu de couro na mão, o espinhaço curvo: — Quem foi que disse que eu ia brigar? O melhor é a gente acabar com isso. Despedira-se, metera a carne no saco e fora vendê-la noutra rua, escondido. Mas, atracado pelo cobrador, gemera no imposto e na multa. Daquele dia em diante não criara mais porcos. Era perigoso criá-los.

Graciliano Ramos. Vidas secas. Rio de Janeiro: Record, 1977, p. 100-101.

As formas verbais no pretérito mais-que-perfeito, a exemplo de “recorrera”, “matara” e “fora” (segundo período), expressam acontecimentos anteriores ao tempo da recordação relatada no texto.

(   ) CERTO

(   ) ERRADO

Comentário:

O pretérito mais-que-perfeito é utilizado para indicar uma ação que ocorreu antes de outra ação passada ou de um ponto de referência temporal também situado no passado. No texto, a recordação de Fabiano remete a acontecimentos que já haviam ocorrido “anos atrás”. Assim, os verbos “recorrera”, “matara” e “fora” apontam para ações que se sucederam anteriormente ao momento da recordação, reforçando a ideia de que esses eventos já estavam concluídos antes do relato presente no texto.

Gabarito: Certo.

3 – CEBRASPE – TRF 6ª REGIÃO – 2025

Texto associado

Cléber de Souza, empresário e ex-garçom, acordou mais cedo que de costume. Cumpriu sua rotina matinal, se vestiu e partiu para uma das raras lojas que ainda revelam fotografias em Jaraguá do Sul (SC), onde mora. Pagou por uma única foto, tirada 21 anos atrás. Nela, aparece de camisa branca e gravataborboleta ao lado de um sorridente senhor de barbas brancas, que vestia uma camisa rosa estampada com coqueiros. Era Francis Ford Coppola. O cineasta americano visitou Curitiba em 2003, ano da foto. Em uma estada de três semanas, passou cinco vezes no restaurante italiano onde Souza trabalhava. Foi tietado pelos funcionários e até criou uma pizza personalizada, feita em massa grossa com muçarela, molho de tomate fresco, azeite e manjericão. O sabor é servido até hoje, com seu nome.

Coppola circulava pela capital do Paraná, naquele ano, em busca de inspirações para o filme que vinha tentando produzir desde a década de 1980: Megalópolis. A película acaba de ser lançada e por isso o diretor resolveu retornar à cidade, que o atraiu anos atrás graças a seus dotes urbanísticos. Desta vez, permaneceu por apenas um dia. Souza, ansioso por reencontrar o antigo freguês na estreita janela de 24 horas, pegou a fotografia e percorreu, na tarde de 31 de outubro de 2024, os 160 quilômetros que conectam Jaraguá do Sul a Curitiba.

O encadeamento de acontecimentos expressos por verbos no pretérito perfeito, como ocorre no primeiro parágrafo, é um dos elementos que caracterizam o texto como narrativo.

(   ) CERTO

(   ) ERRADO

Comentário:

O emprego do pretérito perfeito para narrar a sequência de eventos – “acordou”, “cumpriu”, “se vestiu”, “partiu”, “pagou” – é característico de textos narrativos, pois esse tempo verbal é utilizado para relatar ações concluídas no passado, formando um encadeamento cronológico de acontecimentos. Essa estrutura facilita a compreensão do desenrolar dos fatos e contribui para a construção da narrativa, marcando claramente o início, o desenvolvimento e, em parte, a conclusão dos eventos narrados.

Gabarito: Certo.

4 – CEBRASPE – INOVERSASUL – 2025

Texto associado

É ponto pacífico que um dos legados da linguística de grande utilidade no contexto escolar é a visão não preconceituosa sobre línguas e variedades de línguas. Esse foi um legado da linguística estrutural que se consolidou com os desenvolvimentos subsequentes da linguística, sobretudo a sociolinguística variacionista. Essa visão não preconceituosa derivou naturalmente da perspectiva da língua como estrutura, daí que o caráter não normativo da linguística se opôs frontalmente à atitude de preconceito linguístico que existia até então. Exemplos de preconceito linguístico são o conceito de língua primitiva (i.e., a ideia de que a povos de cultura dita “primitiva” correspondem línguas igualmente “primitivas”), a valoração de certas variedades de língua ou registros de língua em detrimento de outras variedades e registros, e assim por diante. Acho que ninguém hoje contestaria que o estudante que vai ser professor de ensino básico deve receber uma formação que o torne isento de preconceitos ou, pelo menos, o sensibilize contra preconceitos linguísticos e o norteie para saber como reagir diante de situações de variação dialetal.

No último período, a flexão da forma verbal “norteie” na terceira pessoa do plural — norteiem — prejudicaria a correção gramatical do texto.

(   ) CERTO

(   ) ERRADO

Comentário:

Na frase em questão, o termo “formação” é o antecedente do pronome relativo “que” e, por consequência, dos verbos “torne”, “sensibilize” e “norteie”, que se referem à única “formação” que o estudante deve receber. Por isso, a flexão dos verbos deve ocorrer na terceira pessoa do singular. Utilizar a forma plural “norteiem” romperia a concordância com o antecedente singular, prejudicando a correção gramatical do texto. Assim, a forma adequada é “norteie” e não “norteiem”.

Gabarito: Certo.

5 – CEBRASPE – INOVERSASUL – 2025

Texto associado

Retardei o passo. A tarde estava brilhante, mas o calor era o do inferno, os transeuntes a desfilarem pela fornalha com uma expressão de condenados, os rostos lustrosos, o olhar pesado. Um homem de terno branco esbarrou em mim. Caiu-lhe a pasta. Resmungou enquanto se inclinava para apanhá-la. A culpa fora minha e por isso pensei em voltar-me para pedir-lhe desculpas, mas prossegui preguiçosamente pela rua afora. Para que desculpas? Fazia calor e era cansativo ser amável num calor assim. A vontade queria o ócio. O corpo queria nudez. Voltei a cara para o céu ardente. Havia poucas nuvens, mas a tempestade já conspirava no ar. Melhor escolher um outro dia, não? Afinal, tio Samuel não me esperava mesmo, talvez fosse até aborrecê-lo com a minha presença, os loucos estranham às vezes a invasão nos seus mundos.

Lygia Fagundes Telles. Verão no Aquário. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1978, p. 100 (com adaptações).

Na oração “Fazia calor” (oitavo período), a forma verbal “Fazia” está flexionada na terceira pessoa do singular porque concorda com o termo “calor”.

(   ) CERTO

(   ) ERRADO

Comentário:

Na oração “Fazia calor”, o termo “calor” funciona como sujeito da oração, estando na forma singular, o que exige a flexão do verbo “fazer” na terceira pessoa do singular. Apesar de ser uma expressão típica de fenômenos meteorológicos – em que se utiliza o presente ou o pretérito de forma impessoal –, a concordância verbal ocorre com o sujeito expresso “calor”, justificando assim a forma “fazia”.

Gabarito: Certo.

6 – CEBRASPE – TCE AC – 2024

Texto Associado
O setor público enfrenta o desafio particular de oferecer serviços públicos cada vez melhores a uma população gradualmente mais bem informada, mais consciente de seus direitos e com expectativas crescentes quanto ao papel do Estado. Devido aos recursos limitados, desenvolver serviços públicos inovadores tem sido visto crescentemente como fator fundamental para sustentar um alto nível de serviços para cidadãos e negócios, bem como para enfrentar desafios sociais e aprimorar o bem-estar social da população.

Diante desse cenário, o discurso científico sobre inovação em compras públicas ganhou maior atenção nas últimas décadas. A União Europeia reconheceu as compras públicas como instrumento de inovação e de provimento de mercados pioneiros para novos produtos, definindo-as como compras de bens e serviços que ainda não existem, que precisam ser aperfeiçoados ou que requerem pesquisa e inovação para atender às necessidades especificadas pelos usuários.

As compras públicas representam grande parte da execução da despesa pública. Entre países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a média de gastos públicos representa 12% do GDP (equivalente ao PIB) por ano. No Brasil, anualmente o governo federal gasta, em média, 5% do PIB em compras apenas de bens e serviços. Quando se incluem nos cálculos as despesas efetuadas por estados, municípios e estatais, o percentual chega próximo a 15% do PIB, ou R$ 900 bilhões.


Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item que se segue.

A forma verbal “requerem” (segundo período do segundo parágrafo) está empregada no texto com o sentido de demandam, necessitam de.

(   ) CERTO

(   ) ERRADO

Comentário:

Para resolver esta questão, vamos lembrar alguns conceitos importantes para que você possa resolvê-la adequadamente. No contexto do segundo parágrafo, a forma verbal “requerem” está empregada com o sentido de “demandam” ou “necessitam de”, pois se refere à necessidade de pesquisa e inovação para atender às exigências dos usuários. Dessa forma, a substituição mantém o sentido original do trecho, sem prejuízo para a correção gramatical.

Gabarito: Certo

7 – CEBRASPE – TCE AC – 2024

Texto Associado
O setor público enfrenta o desafio particular de oferecer serviços públicos cada vez melhores a uma população gradualmente mais bem informada, mais consciente de seus direitos e com expectativas crescentes quanto ao papel do Estado. Devido aos recursos limitados, desenvolver serviços públicos inovadores tem sido visto crescentemente como fator fundamental para sustentar um alto nível de serviços para cidadãos e negócios, bem como para enfrentar desafios sociais e aprimorar o bem-estar social da população.

Diante desse cenário, o discurso científico sobre inovação em compras públicas ganhou maior atenção nas últimas décadas. A União Europeia reconheceu as compras públicas como instrumento de inovação e de provimento de mercados pioneiros para novos produtos, definindo-as como compras de bens e serviços que ainda não existem, que precisam ser aperfeiçoados ou que requerem pesquisa e inovação para atender às necessidades especificadas pelos usuários.

As compras públicas representam grande parte da execução da despesa pública. Entre países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a média de gastos públicos representa 12% do GDP (equivalente ao PIB) por ano. No Brasil, anualmente o governo federal gasta, em média, 5% do PIB em compras apenas de bens e serviços. Quando se incluem nos cálculos as despesas efetuadas por estados, municípios e estatais, o percentual chega próximo a 15% do PIB, ou R$ 900 bilhões.

Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item que se segue.

A correção gramatical e os sentidos do texto seriam mantidos caso se substituísse a forma verbal “incluem” (último período do terceiro parágrafo) por considera.

(   ) CERTO

(   ) ERRADO

Comentário:

Para resolver esta questão, vamos lembrar alguns conceitos importantes para que você possa resolvê-la adequadamente. No trecho “Quando se incluem nos cálculos as despesas efetuadas por estados, municípios e estatais”, o pronome “se” atua como partícula apassivadora, concordando com o sujeito “as despesas”. Logo, o verbo deve estar no plural. A substituição de “incluem” por “considera” no singular estaria incorreta, pois prejudicaria a concordância gramatical. A forma correta para essa substituição seria “consideram”, para manter o sujeito e o verbo no plural.

Gabarito: Errado

8 – CEBRASPE – PREFEITURA DE MOSSORÓ – RN – 2024

Texto Associado
A forma peculiar como se processou a independência da América portuguesa teve consequências fundamentais no seu subsequente desenvolvimento. Tendo-se transferido o governo português para o Brasil sob a proteção inglesa e tendo-se operado a independência da colônia sem descontinuidade na chefia do governo, os privilégios econômicos de que se beneficiava a Inglaterra em Portugal passaram automaticamente para o Brasil independente. Com efeito, se bem haja conseguido separar-se de Portugal em 1822, o Brasil necessitou de vários decênios mais para eliminar a tutela que, graças a sólidos acordos internacionais, mantinha sobre ele a Inglaterra. Esses acordos foram firmados em momentos difíceis e constituíam, na tradição das relações luso-inglesas, pagamentos em privilégios econômicos de importantes favores políticos. Os acordos de 1810 foram firmados contra a garantia da Inglaterra de que nenhum governo imposto por Napoleão em Portugal seria reconhecido. Por eles se transferiam para o Brasil todos os privilégios de que gozavam os ingleses em Portugal — inclusive os de extraterritorialidade — e se lhes reconhecia demais uma tarifa preferencial. Tudo indica que, negociando esses acordos, o governo português tinha estritamente em vista a continuidade da casa reinante em Portugal, enquanto os ingleses se preocupavam em firmar-se definitivamente na colônia, cujas perspectivas comerciais eram bem mais promissoras que as de Portugal.


Acerca de aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue o seguinte item.

No penúltimo período, a forma verbal “gozavam” está empregada na terceira pessoa do plural porque concorda com o termo “privilégios”.

(   ) CERTO

(   ) ERRADO

Comentário:
Para resolver esta questão, vamos lembrar alguns conceitos importantes para que você possa resolvê-la adequadamente. A forma verbal “gozavam” não concorda com “privilégios”, mas com “ingleses”. No trecho “Por eles se transferiam para o Brasil todos os privilégios de que gozavam os ingleses em Portugal”, o sujeito do verbo “gozavam” são os ingleses, responsáveis por usufruir desses privilégios.

Gabarito: Errado

9 – CEBRASPE – CNJ – 2024

Texto Associado
O Estado não é uma ampliação do círculo familiar e, ainda menos, uma integração de certos agrupamentos, de certas vontades particularistas, de que a família é o melhor exemplo. Não existe, entre o círculo familiar e o Estado, uma gradação, mas antes uma descontinuidade e até uma oposição. A indistinção fundamental entre as duas formas é prejuízo romântico que teve os seus adeptos mais entusiastas durante o século XIX. De acordo com esses doutrinadores, o Estado e as suas instituições descenderiam em linha reta, e por simples evolução, da família. A verdade, bem outra, é que pertencem a ordens diferentes em essência. Só pela transgressão da ordem doméstica e familiar é que nasce o Estado e que o simples indivíduo se faz cidadão, contribuinte, eleitor, elegível, recrutável e responsável, ante as leis da Cidade.


O futuro do pretérito empregado na forma verbal “descenderiam”, no contexto do quarto período do primeiro parágrafo do texto, permite concluir que o autor considera duvidosa a percepção de que Estado e família se confundem, o que se confirma na defesa categórica do exato oposto no período seguinte.

(   ) CERTO

(   ) ERRADO

Comentário:
O emprego do futuro do pretérito “descenderiam” traz uma ideia de hipótese ou incerteza, indicando que o autor enxerga como duvidosa a concepção de que o Estado evoluiu diretamente da família. Esse uso reforça que o autor não concorda com essa visão, o que é corroborado na defesa da diferença essencial entre Estado e família apresentada no período seguinte.

Gabarito: Certo

10 – CEBRASPE – CÂMARA DE MACEIÓ – AL – 2024

Texto Associado
Embora haja relação entre os conceitos, racismo difere de preconceito racial e de discriminação racial. O preconceito racial é o juízo que se baseia em estereótipos acerca de indivíduos que pertençam a determinado grupo racializado e que pode ou não resultar em práticas discriminatórias. As ideias de que negros são violentos e inconfiáveis, de que judeus são avarentos ou de que orientais são “naturalmente” preparados para as ciências exatas são exemplos de preconceitos.

Entende-se do texto que há mais de uma relação entre os conceitos de preconceito racial e discriminação racial, logo seria apropriado substituir, no primeiro período do primeiro parágrafo, “relação” por relações, desde que a forma verbal “haja” fosse flexionada no plural — hajam —, mantendo-se, assim, a correção gramatical e os sentidos do texto.

(   ) CERTO

(   ) ERRADO

Comentário:
Para resolver esta questão, vamos lembrar alguns conceitos importantes para que você possa resolvê-la adequadamente. O verbo “haver”, quando empregado com o sentido de existir, é impessoal e permanece sempre no singular. Portanto, a substituição de “haja” por “hajam” estaria incorreta, pois “hajam” exigiria um sujeito, o que não ocorre nesse caso.

Gabarito: Errado

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Rebeca Kemilly

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